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Museu da Odontologia de Piracicaba é Inaugurado: Um Marco de Memória, Ciência e Afeto na Unicamp

A Renascença de um Patrimônio Acadêmico

O antigo prédio que abrigou as primeiras turmas da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp) voltou a pulsar com vida, história e emoção. Em uma manhã repleta de significados, professores, ex-alunos, autoridades e convidados se reuniram para celebrar a inauguração do Museu da Odontologia de Piracicaba (MOP) — um espaço que resgata não apenas o passado da odontologia, mas também o compromisso da Unicamp com a preservação da memória e da cultura científica.

A diretora da FOP, Profa. Dra. Karina González Silvério, foi uma das principais vozes da cerimônia. Com emoção, ela descreveu o projeto como uma conquista coletiva que devolve vida a um edifício histórico, tombado como patrimônio, que por anos guardou silenciosamente a memória da instituição.

Museu da Odontologia de Piracicaba é Inaugurado: Um Marco de Memória, Ciência e Afeto na Unicamp
Profa. Dra. Karina Gonzales Silvério

“Esse prédio conta a história da odontologia e da nossa cidade. Ele guardava o passado, mas estava sem atividade. Hoje, ele renasce, vibrante, como espaço de conhecimento e de orgulho para todos nós”, afirmou Karina.

Ela lembrou que a ideia de criar o museu surgiu após uma visita do então pró-reitor de Extensão e Cultura, Prof. Dr. Fernando Coelho, que vislumbrou o potencial daquele espaço adormecido. O projeto ganhou corpo com o apoio do ex-diretor Prof. Dr. Flávio, do Prof. Dr. Francisco Reiter e do embaixador da FOP, Prof. Dr. Miguel Moreno, além da dedicação dos alunos do programa de iniciação científica e da equipe técnica do Centro de Memória da Unicamp (CMU).

Karina também fez questão de agradecer à APCD de Piracicaba, representada pelo Dr. Romano e pela Dra. Greice, que doaram parte importante do acervo, e destacou a competência de João Paulo Berto e Ana Cláudia Ser Maria Berto, responsáveis pela catalogação e montagem das exposições.

“Com o cuidado de cada pessoa envolvida, conseguimos transformar um acervo disperso em uma narrativa viva da odontologia. Espero que a comunidade de Piracicaba abrace este museu e que ele se torne um polo permanente de cultura e aprendizado.”

A Visão do Reitor: Um Legado para a Universidade e para a Cidade

O magnífico reitor da Unicamp, Prof. Dr. Paulo César Montanher, destacou o significado simbólico da inauguração. Para ele, o novo museu representa mais do que uma celebração da história da odontologia — é um legado para o futuro da universidade e para a sociedade piracicabana.

Museu da Odontologia de Piracicaba é Inaugurado: Um Marco de Memória, Ciência e Afeto na Unicamp
Prof. Dr. Paulo César Montanher, reitor da Unicamp

“A Unicamp sempre se destacou por unir excelência acadêmica e compromisso social. Este museu expressa essa vocação: ele preserva a memória da ciência e, ao mesmo tempo, projeta o conhecimento para as próximas gerações”, afirmou o reitor.

Montanher também ressaltou que o evento acontece em um ano emblemático: o das comemorações dos 60 anos da Unicamp, instituição que continua a expandir suas fronteiras de ensino, pesquisa e extensão.

A Intuição que Deu Origem ao Museu

O Prof. Dr. Fernando Coelho, Coordenador Geral da Unicamp, foi amplamente reconhecido durante a cerimônia como o “radar sempre ligado” que detectou a oportunidade de transformar o antigo prédio da FOP em um museu.

Museu da Odontologia de Piracicaba é Inaugurado: Um Marco de Memória, Ciência e Afeto na Unicamp
Prof. Dr. Fernando Coelho, Coordenador Geral da Unicamp e Profa. Dra. Karina González Silvério, diretora da FOP

Durante sua visita inicial, Fernando percebeu que o espaço guardava um acervo precioso, mas desorganizado, e viu ali uma chance de unir patrimônio, ciência e memória em um projeto inovador.

“Um museu universitário precisa ter alma — precisa conectar o rigor técnico à afetividade. Este projeto nasceu dessa combinação”, explicou ele, destacando o trabalho conjunto entre a PROEC, o Centro de Memória da Unicamp e a própria FOP.

Foi sob sua visão e articulação que o plano tomou forma, com o apoio de professores e estudantes comprometidos com a valorização da história odontológica de Piracicaba.

Um Espaço que Une Técnica, Afeto e Pertencimento

A Profa. Dra. Sílvia Helena Furegatti, atual pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura, deu um tom de sensibilidade e reflexão ao evento. Ela ressaltou que o nascimento de um museu não depende apenas de estrutura ou acervo, mas sobretudo de pessoas que pertencem a ele emocionalmente.

Museu da Odontologia de Piracicaba é Inaugurado: Um Marco de Memória, Ciência e Afeto na Unicamp
reitor da Unicamp, Prof. Dr. Paulo César Montanher, diretora da FOP, Profa. Dra. Karina González Silvério e rofa. Dra. Sílvia Helena Furegatti, atual pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura

“Sem afeto e pertencimento, não se constrói museus. O que vemos hoje é o resultado de um encontro ideal entre o profissionalismo e o amor pela história que cada um aqui carrega”, disse Sílvia, visivelmente emocionada.

A pró-reitora também apontou que o MOP se soma a outros espaços museológicos da Unicamp, reforçando o papel da universidade na preservação do patrimônio cultural e científico. Ela afirmou que o novo museu é um “ente ativo”, capaz de aproximar gerações, inspirar novas pesquisas e fortalecer o diálogo entre ciência e sociedade.

“Celebrar a história da odontologia é preservar instrumentos, práticas e narrativas que moldaram não só uma profissão, mas uma forma de cuidar das pessoas. Este museu é um convite para que o passado e o futuro se encontrem de forma mais justa e humana.”

Uma Celebração da Memória Coletiva

A inauguração do Museu da Odontologia de Piracicaba foi marcada por discursos de gratidão, emoção e reconhecimento. Mais do que um espaço físico, o MOP nasce como um símbolo de pertencimento e de continuidade, um ponto de convergência entre ensino, cultura e identidade.

Em meio aos aplausos, as palavras finais da Profa. Dra. Sílvia Furegatti ecoaram pelo salão histórico:

“Vida longa ao Museu da Odontologia de Piracicaba.”

Um brinde, portanto, à memória viva da ciência — e à certeza de que, quando a história é preservada com afeto, ela continua a inspirar o futuro.

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